PEDAGOGIA
Entrevista Mario Sergio Cortella
O professor comenta a federalização do ensino, a progressão continuada, piso salarial, formação docente e outras questões da Educação brasileira
O filósofo Mario Sergio Cortella diz que o trabalho do professor é mais que um emprego, é fonte de vida
Aos 7 anos de idade, o professor Mario Sergio Cortella teve hepatite, o que o obrigou a ficar em repouso por longos 4 meses. Para se distrair, começou a participar de programas de rádio. Aos 14, já comandava missas praticamente sozinho. O gosto pela mídia e por falar em público encontrou-se mais tarde com paixão pela Filosofia e pela docência. Mario Sergio graduou-se e logo foi convidado a lecionar na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), onde já está há 32 anos. O orientador de seu doutorado foi Paulo Freire, com quem Cortella trabalhou na prefeitura de São Paulo, durante o governo de Luiza Erundina. Sobre sua carreira como professor, ele diz: "Para mim, a docência é um gosto, um prazer, um modo de ser humano." Em entrevista concedida à repórter Eliane Scardovelli, para o projeto EDUCAR PARA CRESCER, o professor fala sobre o convívio com Paulo Freire, o dilema de colocar ou não os filhos em escola pública, a democratização do ensino, o papel da escola e outras questões fundamentais da Educação brasileira.
Para ler, clique nos itens abaixo:- 1. Quais são os principais problemas da Educação no Brasil?
- 2. Investimos pouco em Educação?
- 3. A progressão continuada é um bom caminho para resolver o problema da distorção idade-série e promover a democratização da permanência?
- 4. Fala-se muito em qualidade da Educação. O que isso significa?
- 5. Alguns economistas defendem que, ao melhorar a Educação, melhora-se a economia e todos se beneficiam...
- 6. A escola abarca muitos problemas sociais do país. Ela deixa de lado a função primeira de educar?
- 7. Quais as principais conquistas do Brasil no campo da Educação nos últimos 10 anos?
- 8. Como foi o seu convívio com Paulo Freire?
- 9. Que legado Paulo Freire deixou para o Brasil?
- 10. Seus três filhos estudaram em escola pública?
- 11. A carreira do professor é atrativa?
- 12. Como está a formação dos docentes?
- 13. O ex-ministro Paulo Renato afirmou que há um movimento de federalização do ensino, de centralização de questões da Educação no governo federal. Estamos nesse caminho?
- 14. Qual sua resposta para os estados e municípios que reclamam que o piso salarial não cabe no orçamento?
- 15. Como tornar o acesso à universidade pública menos elitizado?
- 16. Os recursos do governo federal devem ser prioritariamente destinados às faculdades públicas ou privadas?
- 17. Qual sua opinião sobre os recentes índices da Educação, como o IDEB?
- 18. O senhor usa muito o termo pedagocídio nos seus textos – que seria, grosso modo, atribuir ao professor toda a culpa pelo fracasso escolar no Brasil. A adoção de políticas de bônus por desempenho é um pedagocídio?
Nenhum comentário:
Postar um comentário