quinta-feira, 18 de junho de 2009

OLHARES SOBRE O ENSINO



Aprender, mas só com sentido

O pesquisador francês Bernard Charlot investiga na prática como os alunos se relacionam com o saber

Há 40 anos, vertentes da Sociologia analisam a relação entre o desempenho escolar de uma criança e a classe social que seus pais ocupam. Boa parte das considerações aponta que alunos de camadas populares têm menos chances de ser bem-sucedidos nos estudos do que os jovens de classe média. Mas como explicar um estudante de família desfavorecida que se sai bem na escola? E o aluno de família abastada que fracassa em sua trajetória escolar?

Pesquisador francês radicado no Brasil, Bernard Charlot se voltou para essas questões na década de 1980, ainda em Paris, e trabalhou em um conceito que explica de maneira mais abrangente e menos preconceituosa histórias de sucesso e de fracasso escolar: a relação com o saber.

Essa é uma condição que se estabelece desde o nascimento, uma vez que "nascer significa ver-se submetido à obrigação de aprender", escreveu Charlot. A condição humana exige que seja feito um movimento, "longo, complexo e nunca acabado", no sentido de se apropriar (parcialmente) de um mundo preexistente. Essa apropriação obrigatória desencadeia três processos: de hominização (tornar-se homem), singularização (tornar-se exemplar único) e socialização (tornar-se membro de uma comunidade).

O ato de construir-se e ser construído pelos outros é a própria Educação, entendida de forma ampla, em situações que ocorrem dentro e fora da escola. É por meio de suas experiências que a criança toma contato com as muitas maneiras de aprender. Ela pode adquirir um saber específico, no sentido de compreender um conteúdo intelectual (a gramática, a Matemática, a história da arte etc.), pode dominar um objeto ou uma atividade (como caminhar, amarrar os sapatos, nadar etc.) e pode aprender formas de se relacionar com os outros no mundo (saber como cumprimentar as pessoas, ter boas maneiras à mesa etc.).

Nesse ir-e-vir da relação com o mundo, com os outros e consigo mesmo, toma forma o desejo de aprender. É esse desejo que propulsiona a criança em direção ao saber. Em pesquisas de campo, Charlot e sua equipe identificaram que esse "direcionar-se para o saber" pressupõe um movimento de mobilização - e não simplesmente de motivação. "O conceito de mobilização se refere à dinâmica interna, traz a ideia de movimento e tem a ver com a trama dos sentidos que o aluno vai dando às suas ações", explica Jaime Giolo, professor titular da pós-graduação em Educação da Universidade de Passo Fundo (UPF) e estudioso do pensamento de Charlot. "A motivação, por sua vez, tem a ver com uma ação externa, enfatizando o fato de que se é motivado por alguém ou algo."

ENSINAR COM SIGNIFICADO PARA MOBILIZAR OS ESTUDANTES

Como acionar nos alunos mecanismos de interesse pelo saber? Como notar que relação os estudantes estabelecem com o saber escolar? Segundo contou o próprio Charlot em entrevista a NOVA ESCOLA, de Aracaju, cidade onde mora atualmente, suas pesquisas ainda devem uma resposta mais completa para essas perguntas, principalmente quando o olhar se volta para alunos de periferias - na França, na Tunísia, na República Tcheca ou no Brasil, países em que ele coordenou estudos. O que se sabe é que, quanto mais significativo for o que está sendo ensinado, mais o aluno se põe em movimento, se mobiliza para se relacionar com aquele conteúdo. Mas essa situação, que seria a ideal, não é a predominante.

Os estudos de Charlot apontam que a maioria dos estudantes - quase 80% deles - só vê sentido em ir à escola para conseguir um diploma, ter um bom emprego e ganhar dinheiro e levar uma vida tranquila. Nesse discurso, não há a menção ao fato de aprender. "Esses jovens que ligam escola e profissão sem referência ao saber estabelecem uma relação mágica com ambos. Além disso, sua relação cotidiana com o estudo é particularmente frágil na medida em que aquilo que se tenta ensinar a eles não faz sentido em si mesmo, mas somente em um futuro distante", define o pesquisador.

No caso desses estudantes, o professor Jaime Giolo avalia que se estabelece uma relação mecânica, quase de indiferença, com o saber.

Leia mais...

http://planetasustentavel.abril.com.br/noticia/educacao/conteudo_476346.shtml

"Tente se colocar na situação dele"

TECNOLOGIA

A Educação para a troca

Pelo menos uma vez na vida, você deve ter ouvido a frase "Tente se colocar na situação dele". Pois é, esse exercício agora é feito na escola e ganhou nome: webquest




Foto: Getyy Images
Foto: internet


Internet ajuda alunos a se colocarem um no lugar do outro




Quando nos colocamos no lugar de alguém para tentar entender seu ponto de vista, fica mais fácil compreender e aceitar as diferenças culturais, sociais, raciais, intelectuais ou afetivas que sempre fizeram parte do convívio humano. E a educação pode ser uma ferramenta fundamental nessa troca de papéis.

"Educar" para essa troca é um verdadeiro exercício que pode mesmo levar a vida inteira. Mas é muito melhor quando começa cedo. Na escola, a surpresa é que esse exercício tem até nome: webquest. E, como o termo indica, usa-se a internet como meio. Essa metodologia de ensino, que surgiu há cerca de uma década nos Estados Unidos e rapidamente se espalhou pelas escolas do Canadá, da Austrália, de Portugal e da Holanda, entre outros países, ainda engatinha no Brasil.

Criado em 1995 pelo norte-americano Bernie Dodge, da Universidade de San Diego, na Califórnia, o método nada mais é do que uma atividade investigativa em que alguma ou toda informação com que os alunos interagem provém da internet. Os estudantes acessam a rede em busca de temas previamente definidos e com funções bem específicas. Para você entender, funciona da seguinte maneira: o orientador propõe um tema - e pode ser qualquer assunto mesmo, desde uma viagem de férias até como se alimentar de forma mais saudável. O trabalho envolve consultar fontes de informações também previamente definidas, como livros, vídeos, sites e páginas da web - daí a origem do termo webquest. Após a pesquisa, o grupo se reúne e fala sobre as experiências de cada um. Com base nessas informações, é construído, por exemplo, um novo site, uma peça de teatro ou um CD, em que as turmas colocam todo o conhecimento adquirido com a atividade.

Onde entra o colocar-se no lugar do outro? É que, em cada uma das etapas desse método, os estudantes são convidados a assumir a identidade das pessoas envolvidas na questão. Eles podem se colocar, por exemplo, na posição de ecologistas, economistas, serventes, reis, faraós e o que mais a imaginação do orientador e dos grupos permitir. Se o tema é a exploração turística de uma cidade, um pode pesquisar a arquitetura e ser o arquiteto, o outro pesquisar os potenciais pontos turísticos e ser o guia, e um terceiro, os hábitos regionais e marcar presença como um habitante da região com suas dificuldades. O salto desse aprendizado é justamente o momento em que o exercício dá a palavra a todos, com igual importância. Como cada um pesquisou um lado da história, vai poder entender como pensa uma pessoa naquela condição. Além disso, terá a oportunidade de expor seu raciocínio, ouvir outras opiniões e ampliar seu ponto de vista. Se tudo der certo, diminuir a tendência ao prejulgamento.

"O que está envolvido nesse processo é a construção de uma identidade, o desenvolvimento do senso de valor e, sobretudo, uma constante tomada de consciência. Aprende-se que cada indivíduo vê a vida de acordo com sua realidade, cada visão é única. E legítima", destaca Léa da Cruz Fagundes, coordenadora do Laboratório de Estudos Cognitivos da UFRGS.


Em prática

No Brasil, o disseminador do método foi Jarbas Novelino Barato, professor de tecnologia educacional da Universidade São Judas Tadeu, de São Paulo. "Traduzi o artigo do Dodge em 1996 e o espalhei pela rede do Senac-SP (local em que Barato trabalhava na época) dizendo que havia uma novidade em termos de uso da internet na educação. Foi assim que a webquest entrou no Brasil (nas escolas públicas e privadas, de norte a sul do país)", conta o professor, que em 2000 organizou um workshop com o criador do método. Nesse mesmo ano, o Colégio Dante Alighieri, de São Paulo, deu início ao uso da webquest em suas salas de aula. Segundo Valdenice Minatel, coordenadora de tecnologia educacional da instituição, a metodologia é utilizada nos ensinos fundamental e médio do colégio. "A webquest tem a flexibilidade de poder adequar a linguagem de acordo com a idade dos alunos", diz. Para os menores, os temas são mais lúdicos, o que faz com que eles se envolvam facilmente. E o melhor: aprendem desde cedo que o exercício do direito serve para todos.








"Começar não é apenas um tipo de ação.
É também um estado de espírito, um tipo de trabalho, uma atitude, uma consciência" Edward Said


PEDAGOGIA

Um dos mais importantes educadores brasileiros fala sobre a escola de hoje, a relação aluno-professor e uma alternativa para o vestibular. "Proponho sorteios", afirma


Foto: Divulgação
Foto: Rubem Alves

"A escola de hoje em dia é chatíssima. Isso explica o desinteresse das crianças."



Rubem Alves é um consagrado escritor brasileiro, autor de livros como A Escola Com Que Sempre Sonhei e Ao Professor, Com o Meu Carinho. Importante pensador e crítico da Educação do nosso país, questiona o modelo clássico de ensino, no qual o professor se preocupa apenas em passar conteúdos aos seus alunos. "Esse modelo não funciona mais. [...] É preciso saber quais perguntas os alunos estão fazendo. O ensino tem a ver com a capacidade de fazer perguntas. Isso desenvolve a inteligência", defende.


Para o também psicanalista e professor emérito da Unicamp, as escolas de hoje em dia estão muito desinteressantes, sobretudo porque não estão lidando com questões cruciais da vida das crianças, ou seja, não estão aproveitando o seu entorno. "As crianças têm interesse por aquelas coisas ao alcance de suas mãos. Não adianta trabalhar com abstrações", explica.

Defensor convicto do fim do vestibular, Rubem Alves propõe uma forma alternativa de selecionar alunos que querem ingressar numa universidade. "Eu proponho sorteios", radicaliza o educador, que logo explica: "Seria um exame nacional, do tipo Enem, para ver se os alunos atingem o mínimo de conhecimento. O exame teria, portanto, duas notas: passou ou não passou. Aqueles que tivessem passado por essa fase, iriam para o sorteio".

Mas por que um sorteio? Segundo ele, para eliminar a questão das cotas, uma vez que as minorias discriminadas teriam tanta chance quanto qualquer outro aluno. "As cotas criam muita raiva entre os que entraram assim e quem entrou por esforço próprio", finaliza.
Veja a seguir entrevista completa, concedida com exclusividade aoEducar para Crescer.

Para ler, clique nos itens abaixo:
1. A escola hoje em dia é muito enfadonha para a criança?
2. O que as crianças deveriam aprender na educação básica?
3. A casa é um ambiente ideal para a aprendizagem?
4. O concreto torna a aprendizagem mais agradável?
5. A escola como único ambiente educacional é limitante ao aluno?
6. Os professores deveriam ouvir mais os alunos e não apenas impor aquilo que está na grade curricular?
7. Como preparar melhor o professor?
8. O sistema de repetência nas escolas é eficiente?
Rubem Alves: Repetir um ano inteiro porque você fracassou em uma disciplina, ou duas, é um castigo muito grande, você não acha? Não tem o menor sentido. Mas eu não concordo com o sistema de aprovar todo mundo, de qualquer maneira. Apesar disso, o sistema de repetência é cruel e antipedagógico, além de causar irritação nos alunos.
9. Como incentivar a leitura em uma criança?
10. Você concorda com os livros que normalmente são indicados para o vestibular?
11. Você já chegou a defender o fim do vestibular. Qual seria a alternativa para o aluno ingressar numa universidade?
12. E quem não for sorteado?

Quando o comprar substitui o brincar



Marina Silva
De Brasília (DF)
semana passada vi um documentário excelente, dirigido pela cineasta Estela Renner, intitulado "Criança, a alma do negócio" (disponível gratuitamente emwww.alana.org.br). É sobre como a publicidade dirige-se propositalmente às crianças, fazendo delas consumidores precoces orientados pela propaganda, principalmente a televisiva.

Segundo o IBGE, as crianças brasileiras são as que mais passam tempo em frente à TV, cerca de cinco horas diárias. Vejam o que diz no filme a pedagoga Ana Lúcia Villela, presidente do Instituto Alana: "Do carro à geladeira, não importa. O foco é a criança. Por que eles estão falando com a criança? Por que eles colocam bichinho no meio da propaganda?. Por que eles falam uma linguagem infantil? Porque hoje se sabe que 80% das decisões de compra numa casa vêm das crianças".

O triste é que as crianças estão substituindo o brincar pelo consumir. Com graves consequências para elas e para o meio ambiente. Paradoxalmente, são as crianças, adolescentes e jovens os que mais têm se mostrado sensíveis à preocupação com a proteção da natureza. Mas, hiperestimulados ao consumo, desde a mais tenra idade, não conseguem fazer ligação entre seus sinceros ideais de preservação dos recursos naturais - sem os quais serão prejudicados no futuro -, e o desenfreado consumo que ironicamente vai, aos poucos, os transformando em exterminadores de si mesmos. E esse talvez seja um "exterminador do futuro" mais preocupante do que o da ficção cinematográfica.

Vivemos um momento de graves perturbações para a capacidade humana de não dissociar completamente o agir do pensar e o querer do poder. É como se tivéssemos correndo o risco de perder o elo com os meios que nos possibilitam agir e tomar decisões a partir de uma base integradora de pensamento que nos assegure alguma coerência entre pensamento e ação. Sem o quê, aos poucos, vamos ficando cada vez mais impedidos de perceber que o atual modelo de produção e geração de riquezas - que tem exaurido o planeta, destruindo os ecossistemas fundamentais para a vida na Terra - não é de responsabilidade somente de grandes empresas e de governos. Para que a máquina funcione, para o bem ou para o mal, é preciso que toda a sociedade participe dela.

Nossos recursos naturais são finitos e é imperativo aprendermos a satisfazer nossas necessidades usando cada vez menos. Isso, porém, se tornará quase impossível se continuarmos aprisionando nossas crianças e jovens ao consumo desenfreado e irracional, inconscientes dos resultados nefastos já conhecidos por todos: contaminação da água, devastação das florestas, matança de animais, destruição do solo e mudanças climáticas, com secas, desertificação e tantos outros danos.

Nosso consumismo produz mais lixo, incluído o emocional, do que produtos e riquezas. E isso começa cedo, na cabeça das crianças, indefesas, reféns da "cultura do shopping" e desprovidas dos mínimos recursos para se proteger da sanha desenfreada da indústria propagandística, que as faz substituir o brincar pelo comprar. E, progressivamente, também se vêem substraídas da capacidade de se constituirem como seres que asseguram seu lugar no mundo por meio não da autosuficiência - que prescinde do relacional para existir, bastando tão somente ter os meios materiais para adquirí-la -, mas da coosuficiência. Pois, como tão bem disse o pediatra e psicanalista inglês D. W. Winnicott, "A independência nunca é absoluta. O indivíduo normal não se torna isolado, mas se torna relacionado ao ambiente de um modo que se pode dizer serem o indivíduo e o ambiente interdependentes."

Será que vale a pena, em troca simplesmente da voracidade do consumo, separar a criança de si mesma - inibindo o brincar descomprometido e revelador do mundo - , adoecê-la mentalmente por meio do dirigismo publicitário e aliená-la de sua relação com o mundo natural que é sua primeira casa? É algo para se pensar, no momento de deixar nossas crianças aos cuidados das mensagens televisivas, sem ajudá-las a desenvolver um olhar arguto e crítico. E também no momento de levá-las às compras para não ter o trabalho de induzí-las ao inventar, ao brincar, ao viver.

Marina Silva é professora secundária de História, senadora pelo PT do Acre e ex-ministra do Meio Ambiente.

Fale com Marina Silva: marina.silva08@terra.com.br

Opiniões expressas aqui são de exclusiva responsabilidade do autor e não necessariamente estão de acordo com os parâmetros editoriais de Terra Magazine.

http://terramagazine.terra.com.br/interna/0,,OI3826439-EI11691,00.html











Pare. Pense! inaugura uma série de campanhas de esclarecimento que serão lançadas anualmente sobre os temas centrais do Projeto.

A seguir você acessa gratuitamente os filmes já disponíveis e pode baixar o conteúdo pronto para montar o seu próprio dvd com toda a campanha. Os meios de comunicação que queiram veicular os vídeos deverão entrar em contato com o Projeto.





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Para mais informações:
Ana Néca - Assistente de coordenação
ananeca@alana.org.br
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terça-feira, 16 de junho de 2009

Escola, Diferença e Produção de Aprendizagem

Neusa Kern Hickel
O grande dilema da educação é a garantia do direito de aprender, pois a organização, o funcionamento e as relações no âmbito escolar continuam a atender a uma lógica excludente, que perpetua alguns de seus componentes fundacionais

Esta reflexão busca problematizar a formação de professores na conjuntura escolar mediante a possibilidade de situar o conceito de diferença no que se refere à sua ancoragem filosófica e a alguns modos como tem sido relacionado com a "inclusão". Para tal empreendimento, torna-se necessária certa inflexão por entre as relações de aprendizagem, bem como a sinalização de aspectos da escola como instituição social. Acompanhar a manifestação de pensadores e fazedores da educação tem resultado na conclusão de que a mudança na escola, além de necessária, é urgente. Faço coro em alguns momentos, mas, muitas vezes, tenho sido invadida por um sentimento de que a mudança passa pelo desmonte − se não concreto, ao menos em um plano simbólico − que possa estabelecer-se por ações de invenção.
...
Todavia, é necessário perguntar: por que tais intenções se apresentam tão facilmente nos documentos propositivos sem se consolidar na organização escolar? Penso que essas questões guardam certa similaridade com os rumos que hoje tomam as nossas relações, com as chamadas "leis de inclusão".
...


Leia o artigo...




"Concluindo, à perda de certezas se avizinham as possibilidades da criação e da invenção; ao desmoronamento do puro, a aproximação do híbrido e da mistura; à desconstrução da unidade e do cosmos, a emergência do caos, do múltiplo e do microcosmo; à fixidez das localizações, as transições entre mundos. Esse tempo em que vivemos é o mundo que estamos inventando e a diferença está nele, ou melhor, a diferença está em nós. Somos o estrangeiro, o estranho, e nos cabe descobrir o idioma falado - é disso que se trata a aprendizagem hoje, a cada dia eu-outra professora preciso descobrir meu próprio idioma e o idioma daqueles a quem possibilito aprender. "

Neusa Kern Hickel é psicóloga, psicopedagoga, mestre em Psicologia Social e Institucional, professora do Centro Universitário Ritter dos Reis e integrante do Grupo de Pesquisa em Aprendizagem e Subjetividade da UFRGS.
neusahickel@yahoo.com.br

REFERÊNCIAS

DELEUZE, G. Diferença e repetição. Rio de Janeiro: Graal, 2006.

FOUCAULT, M. A história da loucura na Idade Clássica. 8.ed. São Paulo: Perspectiva, 2005.

HALL, S. A identidade cultural na pós-modernidade. Rio de Janeiro: DPA, 2005.

HICKEL, N.K. A reinvenção da escola pelo desvio da inclusão. Educação e Cidadania, Uniritter ,v. 6, 2002.

NIETSZCHE, F. A genealogia da moral. São Paulo: Companhia das Letras, 1998.

PACHECO, J. Escola da Ponte. Rio de Janeiro: Vozes. 2008.

VARELA, J. ; URIA, F. Arqueologia de la escuela. Madrid: Ediciones La Piqueta, 1991.

Aprender a amar a terra: educação para um mundo sustentável



As mediações pedagógicas são fundamentais se quisermos constribuir efetivamente para amenizar ou reverter as diversas ameaças ambientais que pairam no ar
Eloiza Schumacher Corrêa

"Entretanto, como seres humanos, penso que precisamos sempre buscar saídas para nossos enfrentamentos. Se, por um lado, sabemos que não podemos mudar o mundo através da educação, por outro, também sabemos que certamente podemos fazer com que as pessoas que convivem conosco numa relação educativa experimentem outras possibilidades de interação. E é exatamente nesse aspecto que se centra o propósito deste artigo: discutir a criação de situações de aprendizagem para que nossos alunos experimentem outras formas de ser e agir na convivência com a natureza."


Muitos autores, como Morin (2000,2001), Nicolescu (2001), Maturana (2005) e De La Torre (2005), têm alertado quanto ao fato de que educar (formar pessoas) está muito além de ensinar (transmitir saberes), admitindo a presença e a força das emoções como fundamentais em qualquer processo educativo e apontando para a necessidade de reinventar as relações na escola (se desejarmos contribuir para a construção de um mundo melhor). Nesse sentido, pode ser bem interessante se, nas ações de educação ambiental, forem incluídas experiências que envolvem o sentir. Então, muito mais do que introduzir conteúdos e informações (que atingem o aspecto cognitivo), é preciso estruturar trabalhos que promovam uma aproximação sensível e verdadeira com a natureza. Práticas que comovam e afetem os alunos, ou seja, práticas que atinjam o caráter e as emoções.
Preparar visitas a áreas naturais, organizar caminhadas, andar descalço na mata, oportunizar contatos com a terra (onde se possa ouvir os sons, sentir os cheiros, explorar texturas), propor contemplações (onde se fique fascinado com a beleza e a complexidade dos ambientes), entre outros exemplos, poderão ser experiências particularmente ricas. Contudo, isso só acontecerá se o educador planejar suas ações para que, antes de qualquer informação, consiga provocar a surpresa, o entusiasmo, o encantamento, que possibilitam a emergência dos sentimentos mais profundos em cada vivência (Mendonça, 2005).


LEIA O ARTGO COMPLETO


REFERÊNCIAS

MATURANA, H. Emoções e linguagem na educação e na política. Belo Horizonte: UFMG, 1998.

MENDONÇA, R. Conservar e criar: natureza, cultura e complexidade. São Paulo: Editora Senac, 2005.

MORAES, M.C.; LA TORRE, S. Sentipensar: fundamentos e estratégias para reencantar a educação. Petrópolis, RJ: Vozes, 2004.

MORIN, E. Os sete saberes necessários à educação do futuro. São Paulo: Cortez, 2000.

_____. A cabeça bem feita: repensar a reforma, reformar o pensamento. 4.ed. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 2001.

NICOLESCU, B. O manifesto da transdisciplinaridade. São Paulo: Triom, 2001.

ROIZMAN, L.G.; FERREIRA, E. Jornada de amor à Terra. São Paulo: Palas Athena, 2006.

A cultura da escola e a formação docente

Os programas de formação de professores devem ter como meta "transversal" a instauração ou o fortalecimento de uma cultura de cooperação na escola a fim de que esta se torne cada vez mais um espaço propício para a aprendizagem
Mônica Samia


A construção de uma cultura cooperativa e solidária é muito complexa, é um processo longo, que envolve lutas de força, de poder, dentro e fora da escola, já que esta é um produto da sociedade. Contudo, há muitos fatores favoráveis para que tal mudança ocorra. Em várias situações, o clima institucional interfere tanto na produtividade do trabalho que esse movimento emerge dos próprios professores, que buscam uma qualidade melhor nas suas relações profissionais. Segundo Fullan (2000):


"ensinar sempre será um trabalho exaustivo; os professores estão envolvidos em centenas de interações, em circunstâncias potencialmente geradoras de tensão. A todo momento você tem um contato bastante íntimo, dia a dia, com um grande número de crianças e jovens, em uma sociedade bastante complexa; tudo isso é um desafio, mesmo para os professores mais dinâmicos. Há, no entanto, dois tipos de exaustão. Uma delas decorre de batalhas solitárias e de esforços não-valorizados, de perda de referenciais e de sentimentos corrosivos de desesperança, levando o professor a acreditar em sua incapacidade em fazer diferença. O outro tipo é aquele cansaço que é parte do trabalho duro, que significa ser um elemento de uma equipe, um reconhecimento cada vez maior de que você está engajado em uma luta cujo esforço é válido e um reconhecimento de que aquilo que você faz acarreta uma diferença fundamental ao colega desencorajado ou ao aluno revoltado."

LEIA O ARTIGO COMPLETO,

http://www.revistapatio.com.br/conteudo_exclusivo_conteudo.aspx?id=45

REFERÊNCIAS

REFERÊNCIAS

FULLAN, M.; HARGREAVES, A. A escola como uma organização aprendente. Porto Alegre: ArtMED, 2000.

ROSENHOLTZ, S. Teachers workplace: the social organization of schools. Nova York, Longman, 1989.



Mônica Samia é coordenadora do grupo de formação de educadores da Avante - Educação e Mobilização Social, de Salvador (BA).

monicasamia@avante.org.br






FAZENDO COM AMOR!!!!!!

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EDUCAR E BRINCAR...

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